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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Distribuição da Vida na Biosfera


Distribuição da Vida na Biosfera

A fina camada de solo, água e ar que abriga a vida em nosso planeta é chamada biosfera.
Na biosfera encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.
É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.
A vida nos mares
A salinidade, a temperatura e a luminosidade são fatores importantes para a distribuição da vida no ambiente marinho.
Nas águas dos mares, que cobrem mais de 70% da superfície do globo terrestre, encontramos várias substâncias químicas dissolvidas. A principal delas é o cloreto de sódio ou sal comum.
O conteúdo de sais dissolvidos na água do mar determina sua salinidade, que pode variar muito, dependendo da quantidade de água doce proveniente dos rios que ali desembocam e do grau de evaporação da água.
As radiações solares que chegam até o planeta produzem efeitos de luz e calor sobre os mares. Esses efeitos variam com a profundidade: quanto mais profundas forem as regiões do mar, menos luz e calor elas recebem. Por causa disso, surgem regiões muito diferentes, que tornam possível a existência de uma grande variedade de seres vivos.
Podemos assim observar três regiões distintas:
·         Eufótica
·         Disfótica
·         Afótica
Zona eufótica
Região de grande luminosidade, que vai até aproximadamente oitenta metros de profundidade. Aí a luz penetra com grande intensidade, possibilitando um ambiente favorável à vida de organismos fotossintetizantes, como as algas, e muitos animais que se alimentam delas.
Zona disfótica
Região em que a luz apresenta dificuldade de penetrar, tornando-se difusa. Esta região vai até cerca de duzentos metros de profundidade e também abriga organismos fotossintetizantes, embora em proporção menor que a da zona eufótica.
Zona afótica
Região totalmente escura, que vai além dos duzentos metros de profundidade. Aí não é possível a existência de animais herbívoros.
As comunidades dos seres vivos marinhos
Dependendo do modo como se locomovem, os seres vivos marinhos são classificados em três grupos distintos: plâncton, nécton e bentos.
Plâncton - O plâncton representa o conjunto de todos os seres vivos flutuantes que são levados pelas correntezas marinhas. Eles não possuem órgãos de locomoção e, quando os têm, são rudimentares. Existem duas categorias de seres planctônicos: o fitoplâncton e o zooplâncton.
Fitoplâncton – É constituído pelos produtores, ou seja, os seres autotróficos, que desempenham um grande papel nas cadeias alimentares marinhas. As algas são os principais representantes dessa categoria.
Zooplâncton – É constituído por organismos heterotróficos, como microcrustáceos, larvas de peixes, protozoários, insetos, pequenos anelídeos e até caravelas.
Nécton – Compreende o conjunto dos seres que nadam livremente, deslocando-se por atividade própria, vencendo a correnteza. O nécton abrange peixes (tubarões, robalos, tainhas, sardinhas, etc.), répteis, como a tartaruga, e inúmeros mamíferos (baleia, focas, golfinhos, etc.), entre outros animais.
Bentos – São o conjunto de seres que vivem fixos ou se arrastam no fundo do mar. Enfim, são os seres que pouco se afastam do fundo. Muitas algas, esponjas, ouriços-do-mar, estrelas-do-amor são exemplos de representantes de seres bentônicos.
A grande cadeia alimentar marinha
Toda a vida no mar depende da atividade fotossintetizante dos seres autróficos, principalmente das do fitoplâncton. As algas, portanto, representam o primeiro nível trófico de praticamente todas as cadeias alimentares marinhas.
Na região iluminada vivem animais herbívoros e carnívoros, além de alguns detritívoros, isto é, que se nutrem de detritos orgânicos formados por restos de organismos mortos. As cadeias alimentares marinhas são muito diversificadas e podem começar com seres autotróficos muito pequenos, como as algas unicelulares, e terminar com animais de grande porte, como tubarões e baleias.
Na região escura não existem seres fotossintetizantes e animais herbívoros. Os peixes abissais, por exemplo, que vivem em grandes profundidades, são detritívoros ou carnívoros e têm adaptações especiais para a vida nesse ambiente.
A vida nas águas continentais
As águas existentes nos continentes, rios, lagos e pântanos são denominadas águas continentais. Elas representam menos que 3% da massa de água existente no planeta. Sua temperatura varia mais que a da água dos mares e sua composição depende do tipo de solo que as suporta. O teor de salinidade é baixo e a penetração de luz é pequena.
Rios, lagos e pântanos diferem entre si pela movimentação das águas. Nos rios, as águas estão em constante mistura por causa das correntezas; nos lagos e pântanos, elas estão praticamente paradas. Considerando esse conjunto, pode-se afirmar que esses ecossistemas abrigam uma considerável diversidade de vida, que inclui algas e outros tipos de plantas, peixes, anfíbios, répteis, moluscos, anelídeos e outros animais.
Em geral, os ecossistemas de água parada produzem, através dos organismos fotossintetizantes que abrigam, o alimento necessário para a sua manutenção. Os ecossistemas de água corrente, por sua vez, são relativamente pobres em fitoplâncton. Assim, uma parte da matéria orgânica necessária para a sobrevivência dos animais que neles existem é importada dos ecossistemas terrestres vizinhos.
Infelizmente, os ecossistemas aquáticos são vítimas constantes de inúmeros resíduos originados pelos diversos tipos de atividade humana. Recebem diariamente toneladas de lixo e de esgoto doméstico, agrotóxicos, metais pesados, detergentes, etc. Alguns dos nossos rios, como o Tietê, estão enquadrados entre os mais dramáticos exemplos de poluição aquática no planeta.
Mangues, berçários da natureza
Os mangues – ambiente típico dos litorais tropicais são verdadeiros pontos de ligação entre o ambiente marinho, o de água doce e o terrestre.
Situam-se na região denominada entremarés, que se localiza entre o ponto mais alto da maré alta e o ponto mais baixo da maré baixa. Nessa região ocorre uma intensa deposição de detritos e sedimentos que, misturados à água doce e salgada, juntam-se à argila, formando um solo lamacento.
O solo dos mangues é pantanoso e movediço e possui pouco oxigênio e alta salinidade; abriga, então, plantas halófitas (que se desenvolvem em terrenos salgados), como o mangue-vermelho, com raízes-escoras ou suportes, que promovem uma eficiente fixação da planta no solo. Outra planta típica dos mangues é a Avicenia tomentosa, planta arbórea que possui raízes respiratórias; partindo da raiz principal da planta e crescendo para cima, essas raízes emergem do solo e coletam o oxigênio atmosférico, compensando o baixo teor de oxigênio do solo.
A fauna dos manguezais inclui animais como peixes, crustáceos, moluscos e aves diversas, entre outros. Você já sentiu o cheiro que se desprende de um mangue, aquele cheiro desagradável de ovo podre? Ele é produzido pelo gás sulfídrico, que resulta da ação de bactérias na decomposição de restos de animais e vegetais mortos, trazidos pelos rios e pelo mar. Essa ação decompositora das bactérias torna os mangues ricos em nutrientes. Ali muitas espécies de peixes, crustáceos e aves aquáticas vêm abrigar-se e reproduzir-se. Além da alimentação em abundância, os filhotes encontram proteção contra predadores entre as raízes das plantas e nas águas escuras. Por isso os mangues são considerados berçários da natureza.
A vida nas florestas
As florestas constituem formações vegetais em que se encontra uma quantidade enorme de nutrientes e uma diversidade muito grande de formas de vida.
Quando estudamos as florestas, um dos fatores importantes a considerar é sua estratificação, ou seja, a distribuição vertical dos vegetais. Na parte mais baixa, junto ao solo, temos a vegetação herbácea, seguindo-se a arbustiva e, finalmente, a arbórea.
Como as florestas ocupam lugares de temperaturas e climas muito diferentes, que vão desde regiões quentes e úmidas até regiões frias e secas, a sua vegetação difere bastante de um lugar para o outro.
Assim, podemos distinguir três tipos básicos de floresta:
·         Floresta de coníferas
·         Floresta decídua temperada
·         Floresta úmida tropical
Floresta de coníferas do hemisfério norte
A floresta de coníferas do hemisfério norte, também denominada taiga, estende-se pelo norte da Europa, Alasca, Canadá e Sibéria.
Sua vegetação é constituída predominantemente de gimnospermas do grupo das coníferas, como os pinheiros. As coníferas não perdem as folhas durante o inverno. As folhas revestidas com cera e de pequena superfície (finas e compridas) contribuem com a redução de água por transpiração e constituem uma adaptação dessas plantas na defesa contra a insignificante absorção de água no inverno rigoroso, já que, nessas condições, a maior parte da água fica congelada no solo. Por isso, as florestas de coníferas estão sempre verdes.
A vegetação rasteira é pouco desenvolvida e formada por algumas ervas, samambaias e musgos. Isto se deve à pouca quantidade de luz que chega ao solo, pois a copa das árvores forma uma cobertura que filtra os raios luminosos do sol. Alguns tipos de fungo desenvolvem-se sobre as folhas e os ramos que caem ao solo.
A fauna é constituída de alces, ursos pardos, lobos, martas, linces, esquilos, raposas e diversas aves, entre outros animais.
As aves que habitam essas florestas geralmente alimentam-se de sementes das coníferas. É o caso do cruza-bicho, que graças ao seu bico curvo e de pontas cruzadas, consegue cortar as pinhas e abrir as sementes.
Floresta decídua temperada
Esta floresta tem uma característica marcante: as várias espécies de árvores que a constituem perdem suas folhas no final do outono, o que impede que elas se desidratem. Por isso, recebem o nome de florestas decididas.
O termo temperado aplicado a esta floresta deve-se ao fato de ela ocupar as regiões de clima temperado quase toda Europa, parte da América do Norte, o Japão e a Austrália. Nessas regiões, as quatro estações são bem marcadas, com verões quentes e invernos rigorosos.
As árvores mais comuns são os carvalhos, as castanheiras, as magnólias e as nogueiras. A vegetação herbácea e a arbustiva tendem a ser bem desenvolvidas.
A fauna é diversificada, com animais herbívoros, como esquilos, lebres, coelhos e veados. Os animais carnívoros mais freqüentes são os lobos, linces, texugos e doninhas.
A floresta decídua é ainda muito rica em insetos, pássaros, répteis e anfíbios.
Floresta úmida tropical
A floresta úmida tropical localiza-se entre os trópicos e o Equador. São as florestas de numerosas ilhas do oceano Pacífico, da América do Sul, América Central, África e de regiões da Ásia. Exemplo: floresta Amazônica.
Com vegetação exuberante e grande diversidade de espécies tanto vegetais quanto animais, esta floresta apresenta inúmeras e complexas relações entre os seres vivos.
Nas regiões de florestas úmidas tropicais, o índice de chuvas é alto e as temperaturas são elevadas. Como a vegetação arbórea é muito densa, a luminosidade em seu interior é muito pequena.
A altura das árvores varia muito. As copas das mais altas formam uma camada que recebe toda a luz do sol. Logo abaixo ficam as copas das árvores de menor porte e que recebem os raios solares que conseguiram passar pelas mais altas. Em seguida vêm as copas do arbustos. A medida que nos aproximamos do solo, a quantidade de luz torna-se escassa, mas a vegetação rasteira é geralmente variada.
Entre as espécies vegetais existentes nessas matas, encontramos os ipês, as seringueiras, os jacarandás, os jatobás, os guapuruvus e as canelas. Nos troncos das árvores desenvolve-se grande número de trepadeiras e epífitas, como orquídeas, bromélias e samambaias, além de musgos e liquens.
A fauna é muito rica e variada. Muitos animais são arborícolas, ou seja, vivem nos galhos das árvores. É o caso de macacos, preguiças, lagartos, cobras, pererecas, roedores e morcegos, além de vários pássaros como papagaios, araras, beija-flores, pica-paus, etc.
As populações de insetos são muito variadas: mosquitos, formigas, borboletas, etc. No solo vivem muitos seres, como porcos-do-mato, as antas, além de aves, répteis, moluscos, vermes, aracnídeos e decompositores, como bactérias e fungos. Estes últimos seres têm um papel fundamental na vida dessa floresta. Eles decompõem folhas e galhos que caem das árvores, assim como os restos animais que vão se depositando no chão, transformando-os em matéria inorgânica, que é devolvida ao solo. Assim reinicia-se o ciclo da matéria nesse complexo e surpreendente ecossistema.
Campos, ecossistemas em que as gramíneas predominam
Os campos são ecossistemas formados por uma vegetação predominantemente rasteira, constituída basicamente de gramíneas. Podem também abrigar vegetais arbustivos e arbóreos.
Os campos recebem várias denominações, como cerrado (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, etc.), estepe (Rússia), pradaria (Estados Unidos), savana (África), etc.
Alguns campos são “limpos”, isto é, possuem uma forte predominância de gramíneas; é o caso dos pampas sulinos, que oferecem excelentes condições para a criação de gado. Outros campos, como os cerrados brasileiros e as savanas africanas, são “sujos”, isto é, além de gramíneas, abrigam inúmeras árvores espaçadas e um considerável número de plantas herbáceas.
A fauna dos campos é variável, conforme o tipo considerado. De maneira geral, abrigam mamíferos de alta velocidade: leopardos, antílopes, zebras e girafas, nas savanas africanas; antílopes, búfalos e coiotes, nas pradarias americanas. Além dos mamíferos, a fauna dos campos inclui aves diversas (gaviões, corujas, etc.), inúmeros répteis, insetos, etc.
A sobrevivência nos desertos
Os desertos são encontrados na África, na Ásia, na Austrália do Norte e na América do Sul. O maior deles é o deserto do Saara (África).
Nos desertos, o solo é árido e as chuvas são muito escassas. O grande fator ambiental que limita a vida animal e vegetal nesses ecossistemas é a água. A vegetação é pobre e pode ser formada principalmente de cactáceas.
A fauna dos desertos varia de um tipo para outro. De maneira geral, é constituída de insetos (grilos, besouros, cupins-de-areia, etc.), répteis (lagartos e cobras) e mamíferos (ratos, gazelas, raposas, coiotes, camelos, etc.), entre outros animais.
Durante o dia, a temperatura desses ambientes pode chegar a 50 ºC. Essas regiões podem ficar sem chuva durante anos. No deserto do Saara, por exemplo, há registros de períodos sem chuva por mais de dez anos em determinados locais.
Veja alguns exemplos de adaptações para a vida nos desertos:
As plantas suculentas, como os cactos, armazenam água no caule e suas raízes são muito espalhadas permitindo a exploração de uma área maior do solo. Muitos vegetais que se desenvolvem nessa região possuem ramos verdes ou folhas minúsculas que caem quando a água começa a faltar, evitando a evaporação. Além disso, suas folhas possuem uma espessa cutícula que reduz as perdas de água por transpiração.
Os animais, por sua vez, alimentam-se de plantas suculentas nas quais encontram, ao mesmo tempo, nutrientes e água.
Muitos animais enterram-se na areia durante o dia refugiando-se do calor excessivo, pois a dez ou vinte centímetros de profundidade, a temperatura da areia se reduz a menos da metade da temperatura da superfície. Muitos animais têm apenas hábitos noturnos. Outras características que permitem a vida dos animais no deserto incluem a formação de urina e de fezes concentradas, a escassez ou ausência de glândulas sudoríporas, etc.
Tundra, um ecossistema muito frio
No pólo norte e seus arredores há apenas duas estações durante o ano: um longo inverno, que dura cerca de nove meses, e um curto verão, com duração de cerca de três meses.
Essa região dispõe de pouca luminosidade, fato que limita o desenvolvimento de uma vegetação exuberante. No verão, desenvolve-se uma vegetação rasteira, composta predominantemente por musgos e liquens, que recebe o nome de tundra.
Essas plantas servem de alimento a animais herbívoros como a rena, o boi almiscarado, os lemingues e as lebres árticas, que, por sua vez, nutrem carnívoros como o lobo ártico, o urso polar, a raposa-ártica e a coruja-das-neves.
No inverno, a vegetação praticamente desaparece, o que provoca a migração de muitos animais para outras áreas, em busca de melhores condições de vida. É o caso, por exemplo, da raposa e da coruja-das-neves, que procuram regiões mais quentes, onde é mais fácil encontrar pequenos animais que lhes sirvam de alimento.
Mas os lemingues permanecem na tundra, mesmo no inverno rigoroso. Esses pequenos roedores não hibernam nem armazenam reservas alimentares para o inverno. Eles vivem em galerias que cavam no gelo e alimentam-se dos tipos de liquens, musgos e outros vegetais que conseguem sobreviver no inverno.

BIOMAS BRASILEIROS
O Brasil, em razão de sua grande extensão territorial, apresenta um complexo mostruário das principais paisagens e ecologias do planeta. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país possui nove biomas diferentes: Caatinga, Campos, Cerrado, Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata de Araucária, Mata de Cocais, Pantanal, Zonas Litorâneas.
Caatinga 
Com extensão territorial de 800 mil quilômetros quadrados, presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí e no norte de Minas Gerais, esse é o único bioma exclusivamente brasileiro.
A caatinga tem uma vegetação típica de regiões semiáridas, formada por plantas xerófilas, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água. A fauna é representada por répteis, roedores, insetos, aracnídeos, arara-azul, sapo-cururu, asa-branca, cutia, gambá, preá, veado-catingueiro, entre tantos outros.
Campos
Os campos são caracterizados por vegetação composta de herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos esparsos. Esse bioma está distribuído em áreas descontínuas do Brasil, sendo encontrado na Região Norte (Amazonas, Roraima e Pará) em forma de savanas de gramíneas baixas; e na Região Sul, com as pradarias mistas subtropicais.

Cerrado 
Segundo maior bioma brasileiro, o cerrado está presente em diferentes Regiões brasileiras, entretanto é na Região Centro-Oeste que ele predomina. Apresenta clima quente e períodos alternados (6 meses) de chuva e seca. Sua vegetação é composta por árvores esparsas, arbustos e gramíneas. Uma das principais características do cerrado são as árvores com caules tortuosos e folhas coriáceas, além do solo com poucos nutrientes e com grande concentração de alumínio. A diversidade de espécies da fauna é grande: tamanduá-bandeira, tatu-bola, veado-campeiro, capivara, lobo-guará, onça-pintada, etc.
Floresta Amazônica 
Essa é a maior floresta tropical do mundo, compreendendo cerca de 42% do território nacional. A floresta Amazônica está presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de outros países sul-americanos.
Esse é o bioma que possui a maior biodiversidade do planeta. Entre as espécies animais estão: jabuti, paca, anta, jacaré, sucuri, macacos, entre outros.

Mata Atlântica 
A Mata Atlântica estende-se do Piauí ao Rio Grande do Sul. Esse bioma é um dos mais ricos do mundo em espécies da flora e da fauna. Sua vegetação é bem diversificada e é representada pela peroba, ipê, quaresmeira, cedro, jequitibá-rosa, jacarandá, pau-brasil, entre outras. A fauna possui várias espécies distintas: tatu-canastra, onça-pintada, lontra, mico-leão, macaco-muriqui, anta, veado, quati, cutia, bicho-preguiça, jacu, macuco, etc.




Mata de Araucária 
A Mata de Araucária é um bioma típico de regiões com clima subtropical. No Brasil, ela está presente nos estado de São Paulo e, principalmente, nos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Sua vegetação é composta por árvores aciculifoliadas, com folhas em formato de agulha, e a espécie predominante é o pinheiro-do-paraná.

Mata de Cocais 
Ocupa uma zona de transição entre a Amazônia e as terras semiáridas do Nordeste brasileiro, abrangendo porções dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Possui solos secos
e florestas dominadas por palmeiras. Sua vegetação é formada por palmeiras, como o buriti, oiticica, babaçu e carnaúba.
Pantanal 
O Pantanal está localizado no sudoeste de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul, estando presente também no Paraguai e na Bolívia. Esse bioma é considerado uma das maiores planícies inundáveis do planeta.
Apresenta grande biodiversidade: mais de 3.500 espécies de plantas, cerca 650 espécies de aves, 262 espécies de peixe, 1.100 espécies de borboletas. Entre os representantes da fauna estão: jacaré, veado, serpentes, capivara, papagaio, tucano, tuiuiú, onça, macaco, entre outros.
Zonas Litorâneas 
O Brasil possui uma costa litorânea de mais de 7 mil quilômetros de extensão em linha contínua. A paisagem do litoral brasileiro é bem diversificada, composta por dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias.

Outro bioma brasileiro de grande importância é o manguezal.

Manguezal 
Localiza-se em vários pontos da costa brasileira, sendo mais comum onde o mar se encontra com as águas doces dos rios. É caracterizado por ser uma área alagada de fundo lodoso e salobro. Entre os principais animais encontrados no mangue estão o caranguejo e a ostra.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Texto 46-e - Campos

Localizam-se em regiões tropicais e temperadas que recebem uma quantidade de chuvas intermediária entre o deserto e a floresta. Isso dificulta o desenvolvimento de árvores de grande porte e facilita o surgimento de plantas pequenas, como as gramíneas. Nos campos das regiões tropicais – como a SAVANA, na África e na Austrália, e o CERRADO, na região Centro-Oeste brasileira -, além das gramíneas, há arbustos e árvores esparsas. Nos campos das regiões temperadas surgem vastas extensões de capim, que recebem diferentes nomes: estepes, na Ásia e Europa; pradarias, na América do Norte; pampas, no sul da América do Sul.

A vegetação rasteira permite a sobrevivência de muitos animais herbívoros e, consequentemente, dos carnívoros que deles se alimentam, o que pode ser visto nas savanas da África, onde há antílopes, girafas, zebras, gnus, rinocerontes, leões, guepardos, chacais e hienas, entre outros animais.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Texto 49-e- Pampas

Os pampas ou campos do sul localizam-se no exgtremo sul do páis, principalmente no Rio Grande do Sul. A vegetação dominante é formada por gramíneas de pequeno pote, com poucos arbustos espalhados. De modo geral, não há árvores (são encontradas algumas ao longo dos rios e na região litorânea);por isso são chamados também de campos limpos (por ter também vegetação arbórea e arbustiva, o cerrado é chamado de campo sujo).


A região é utilizada na produção de trigo, arroz, milho e soja, o que vem provocando a erosão do solo, e para a pecuária. Muitos animais, como  o tatu e diversos roedores, cavam tocas. Entre os carnívoros, há o gato-do-pampa, o zorrilho (espécie de raposa) e o guaxinim. Entre as aves, encontram-se o marreco, o tachã e o quero-quero. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Texto 46- Biodiversidade - Distribuição da vida na Biosfera

A biodiversidade refere-se a todos os seres vivos que habitam o planeta, compreendendo a totalidade de genes, de espécies e de ecossistemas. E não se encontra distribuída harmoniosamente
pelos diferentes continentes e ecossistemas da Terra.

A biodiversidade é um assunto importante pois é devido a variedade e grande quantidade de espécies existentes que é possível a sobrevivência de todos. Se uma determinada espécie é extinta, ocorre “perda” de espécies que servem para outro, causando desequilíbrio ecológico.

Distribuição da Vida na Biosfera
Na biosfera encontramos ambientes muito diferentes, que vão desde os oceanos com profundidades que atingem nove mil metros até as montanhas com mais de oito mil metros de altitude. Em todos esses locais existem formas de vida.
É claro que cada tipo de ambiente da biosfera apresenta condições abióticas específicas, propiciando a vida de comunidades diferentes e formando, assim, ecossistemas diferenciados.

A biosfera pode ser dividida em BIOMAS que são grandes comunidades adaptadas as condições ecológicas específicas. As condições ecológicas diferentes podem ser a temperatura, quantidade de chuva, umidade, luz, etc. Os principais biomas terrestres são a TUNDRA, a TAIGA, as FLORESTAS TEMPERADAS, as  FLORESTAS TROPICAIS, os CAMPOS E os DESERTOS.











Quarto bimestre
46 - Biodiversidade - Distribuição da vida na biosfera
46-a-Tundra
46-b-Taiga
46-c-Florestas Temperadas
46-d-Florestas Tropicais
46-e-Campos
46-f-Desertos
47- Ameaças à biodiversidade
48- Biociclo Marinho

Texto 46-a- Tundra

TUNDRA – região ao redor do pólo norte, que permanece gelada a maior parte do tempo. Durante o verão, a neve derrete e surge uma vegetação rasteira (musgo, líquens, capim). Entre os animas, há insetos, pássaros, caribus, lemingues, lebre ártica, raposa polar e lobo ártico.







46 - Biodiversidade - Distribuição da vida na biosfera
46-a-Tundra
46-b-Taiga
46-c-Florestas Temperadas
46-d-Florestas Tropicais
46-e-Campos
46-f-Desertos
47- Ameaças à biodiversidade
48- Biociclo Marinho


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Texto 49-c- Caatinga

A caatinga ocupa aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados (cerca de 10% do território brasileiro) e estende-se pelos estados do Nordeste (Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e pelo norte de Mingas Gerais.

Trata-se de uma zona quente e seca, de clima semi-árido, com baixo índice pluviométrico e estações de seca prolongada. Na época das chuvas, a vegetação é verde.  No período das secas, a caatinga não tem folhas e seu aspecto é esbranquiçado; daí o seu nome, que em tupi significa “mata branca”.
A vegetação está adaptada ao clima seco (plantas xerófilas). E comum a família das cactáceas, que incluem pequenas plantas, como o quipá.

Existem também plantas grandes e arborescentes, como o mandacaru, o facheiro, a coroa-de-frade e o xiquexique. Destacam-me também a maniçoba, o marmeleiro, o umbuzeiro, a barriguda e os ipês. A oiticica e o juazeiro caracterizam-se por não perderem suas duras folhas na época das secas. A barúna, o pau-ferr, o sabiá e a aroeira são exemplos da boa madeira desse ecossistema.

Não há grande variedade de espécies animais. Estão presentes alguns mamíferos, como o sagüi-do-nordeste, o macaco-prego, o tatupedba, o mocó(pequeno roedor) , o gambé, o preá, o caititu, o veado-catingueiro e a cutia. Entre as aves, estão o carcará, a gralha-canção, a ema, a seriema e a pomba-avoante. Há também répteis – como o calango, a jibóia e a cascavel – e anfíbios – como o sapo-cururu.

Como todos os ecossistemas brasileiros, a caatinga também está ameaçada; restam 50% da vegetação original. Nela, o desmatamento leva rapidamente à desertificação. A construção de canais e açudes é importante porque permite regar pastos e plantações. A irrigação do solo ajudaria a aumentar a produção de milho, feijão, mandioca e algodão.

46 - Biodiversidade - Distribuição da vida na biosfera
46-a-Tundra
46-b-Taiga
46-c-Florestas Temperadas
46-d-Florestas Tropicais
46-e-Campos
46-f-Desertos
47- Ameaças à biodiversidade
48- Biociclo Marinho

Texto 49-g- Mata de Araucária

Também chamada de pinheral ou florestal de araucárias, é um tipo de floresta de clima subtropical, que se encontra em regiões elevadas das serras do Mar e da Mantiqueira e nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, correspondendo a cerca de 15% do território brasileiro.

A espécie vegetal predominante é o pinheiro-do-paraná, cujo termo científico é Araucaria angusrifolia, origina o nome desse bioma. Também há canela, imbuia, erva-mate, cedro, angico, gameleira, podocarpo e samanbaiaçu.

Entre os animais, há várias espécies de insetos, de aves (como a gralha-azul e o sabiá) e de mamíferos (como o tatu), muitas das quais se alimenta, do pinhão (a semente do pinheiro).
Mais de 95% da mata de araucária foi devastada para a retirada de madeira e o cultivo de eucaliptos e pinheiros diferentes do pinheiro-do-paraná.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Texto 46-f - Desertos

Em geral os desertos  estão situados em torno de 30º ao norte e ao sul do equador, onde o ar que chega à superfície terrestre é muito seco, em regiões da África ( o deserdo do Saara é o maior do mundo), da Ásia, dos Estados Unidos, do México e da Austrália. As chuvas são raras, o clima é seco e o solo é árido. Na maioria das vezes, o dia é muito quente, com temperatura acima de 40º C, que pode chegar a 54oC. A noite é muito fria, pois por caixa da falta de vapor de água, o calor escapa rapidamente do solo.




Como há pouca água, a vegetação é pobre e esparsa. As poucas plantas que existem estão adaptadas ao clima seco (plantas xerófilas). A funa também é pobre. Além m de roedores (como o rato-canguru), há répteis (lagartos e cobras), insetos (besouros, grilos), aracnídeos (escorpiões) e aves (corujas), entre outros animais. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Texto 49h- Mata dos Cocais

Localizada nos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, entre a floresta Amazônica e a caatinga, a mata dos cocais ou babaçuais e formada por vários tipos de palmeira: babaçu (o principal), carnaúba, oiticica e buriti. Das sementes do babaçu extrai-se óleo, usado na culinária e na indústria, álcool, fibras e outros produtos. Da carnaúba são extraídos ceras utilizadas em produtos de polir e encerar; suas folhas são também usadas para tecelagem; e os troncos, na construção de moradias.

A mata dos cocais é desmatada para as monoculturas, o que afeta o ambiente e as pessoas que dependem da comercialização dos produtos do babaçu e da carnaúba.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Texto-46-d - Floresta Tropical

As florestas tropicais representam os ecossistemas com a maior biodiversidade do planeta. Elas foram um dos primeiros biomas a se formarem na Terra, sendo, portanto, um dos mais antigos. Antigamente, quando o clima do planeta era mais quente, as florestas tropicais se estendiam por toda a superfície do planeta, hoje em dia, elas ocupam uma área correspondente a 6% da superfície da Terra. Elas se situam próximas a linha do equador, ocupando uma área entre o Trópico de Câncer ao Norte e o Trópico de Capricórnio ao Sul, existindo assim, florestas tropicais na América do Sul, América Central, África, Ásia e Oceania. No Brasil, a floresta amazônica e a mata atlântica são exemplos de florestas tropicais.



As florestas tropicais, devido à proximidade com a linha do equador, apresentam um clima bastante quente, com médias anuais que ficam em torno de 20 °C. Apresentam também uma alta taxa de pluviosidade ou de precipitação. A grande quantidade de chuva é devida a evapotranspiração dos vegetais, que aumenta a umidade destas regiões, fazendo com que nelas, o regime de chuva seja maior.

O solo da floresta tropical é muito pobre em nutrientes, ou seja, pouco férteis. Isto se deve ao fato destes solos conterem uma camada de areia, que não retém os nutrientes, que são assim carregados pelas águas das chuvas. Porém, devido ao grande calor e umidade, aliados a sobra fornecida pelas copas das árvores, ocorre neste ambiente uma grande decomposição de matéria orgânica, animais mortos, fezes, folhas, galhos, etc. Esta decomposição forma uma camada de húmus, que em alguns pontos pode chegar a 50 centímetros.

A flora das florestas tropicais é representada por árvores de grande porte e com largas copas. Vista de cima, as florestas tropicais formam um imenso tapete verde devido às copas das árvores. Dentro da floresta se forma uma imensa sombra, pois como as copas se encontram próximas uma das outras, elas evitam que os raios solares cheguem ao solo. Fazem parte da flora das florestas tropicais as bromélias, begônias, orquídeas, cipós, briófitas, pau-brasil, jacarandá, peroba, jequitibá-rosa, entre outras.

As florestas tropicais abrigam mais da metade da fauna do nosso planeta. Existe uma variedade enorme de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, insetos, etc. Podemos citar como exemplo os morcegos, gorilas, macacos, felinos como a onça-pintada, pica-pau, papagaios, araras, jacarés, tucanos, capivara, e uma infinidade de insetos como besouros, borboletas, grilos, formigas, entre outros. As florestas tropicais desempenham papel de fundamental importância para o planeta, pois sem a sua cobertura vegetal, estas regiões refletiriam ainda mais calor na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. Perder as florestas pode ainda afetar profundamente os padrões globais de ventos e chuvas, causando potencial aridez em várias áreas.

Apesar disso, continuam sofrendo com a atividade humana. O principal inimigo da floresta tropical é o desmatamento provocado pelo homem. O desmatamento ocorre para abrir áreas de pastagem para o gado, para a produção de papel, móveis e outros produtos e para construção de empreendimentos imobiliários. Os desmatamentos, junto com as queimadas tornam-se responsáveis por aproximadamente 30% do dióxido de carbono liberado no ar, aumentando a quantidade deste gás na atmosfera, e conseqüentemente a temperatura do planeta, além de causar a extinção de várias espécies animais e vegetais.


46 - Biodiversidade - Distribuição da vida na biosfera
46-a-Tundra
46-b-Taiga
46-c-Florestas Temperadas
46-d-Florestas Tropicais
46-e-Campos
46-f-Desertos
47- Ameaças à biodiversidade
48- Biociclo Marinho

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Texto 49-b- Mata Atlântica

Também conhecida como floresta pluvial costeira, a mata Atlântica é uma floresta tropical, de clima quente e úmido, que se estende, em fragmentos esparsos, ao longo do litoral brasileiro. Das florestas tropicais, é a que apresenta a maior diversidade de espécies do mundo.

Entre as árvores, há o jequitibá-rosa a quaresmeira, o fedegoso, o ipê, a embaúda, a palmeira-juçara (que fornece o palmito), a canela, o jacarandá, o cedro e a peroba. No interior da floresta há grande variedade de trepadeiras, mata-paus e pteridófitas.

Na mata Atlântica vivem diversos mamíferos, muitos ameaçados de extinção: marsupiais (como o gambé e a cuíca-d-água), primatas (como o muriqui, o mico-leão, o mico-leão-fourado, o sagüi-preto e o macaco-prego), guaxinins (mão-pelada), coatis, onças-pintadas, gatos-do-mato, cachorros-vinagre, suçuaranas, caxinguelês, cutias, ouriços-cachoerios, porcos-do-mato, tatus, pacas, tamanduás-mirins, capivaras, antas e preguiças.

Entre as aves: macuco, inhambu, patos selvagens, gaviões, mutum, saracura, tié-sangue, sanhaço, araponga e muitas espécies de beija-flor.

Os répteis são respresentados pelos teipus (lagartos que podem ter mais de 1 metro de comprimentos), calangos, lagartixas, cágados, jabutis, jararacas, cobras-corais, surucucu e jibóia. Além deles, existem anfíbios, peixes e invertebrados.

Desde o início da colonização, a mata Atlântica foi o ecossistema que mais sofreu com a ação humana. A extração do pau-brasil (usado como fonte de corante vermelho para tecidos), o ciclo da cana-de-açúcar e o do café, a mineração, a extração de madeiras nobres, a pecuária, a caça predatória e a ocupação de cidades (cerca de 2/3 da população vivem em áreas originalmente ocupadas pela mata Atlântica) foramm os principais fatores da devastação ecológica dessa região. Restam apenas cerca de 7%, pouco mais de 10.000 km2, transformados em parques estaduais e nacionais, protegidos por lei.

Com o cerrado, a mata Atlântica é o ecossistema mais ameaçado do mundo, ao mesmo tempo que é um dos 25 hotspots(pontos quentes, em inglês), ou seja, regiões de grande biodiversidade e amaeaçadas de extinção. Ela apresenta também muitas espécies endêmicas (espécies exclusivas desse bioma).

46 - Biodiversidade - Distribuição da vida na biosfera
46-a-Tundra
46-b-Taiga
46-c-Florestas Temperadas
46-d-Florestas Tropicais
46-e-Campos
46-f-Desertos
47- Ameaças à biodiversidade
48- Biociclo Marinho

Texto 49-i- Manguezal


O manguezal é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e aquático, característico de regiões tropicais e subtropicais, sujeito ao regime de marés. É constituído por espécies vegetais lenhosas típicas, adaptadas às condições específicas deste ambiente.



São sistemas abertos, recebendo, em geral, um importante fluxo de água doce, sedimentos e nutrientes do ambiente terrestre e exportando água e matéria orgânica para o mar ou águas estuarinas.


O solo do manguezal caracteriza-se por ser úmido, salgado, lodoso, pobre em oxigênio e muito rico em nutrientes. Por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição, por vezes apresenta odor característico, mais acentuado se houver poluição. Essa matéria orgânica serve de alimento à base de uma extensa cadeia alimentar, como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.

Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.

A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinicultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja, nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível.



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