quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Texto 58 - Diferenças - Célula Animal e Vegetal

A célula animal e vegetal são eucariontes, ou seja, pertencem ao tipo celular mais complexo e que constituem a maior parte dos seres vivos.

Lembre-se, a célula eucarionte é aquela que possui núcleo individualizado, delimitado por membrana celular.

Apesar dessa semelhança, as células animais e vegetais apresentam diferenças quanto à estrutura, formato e componentes celulares.






Principais diferenças

1. Estrutura e forma
A célula animal e vegetal apresentam formato diferenciado. A célula animal possui formato irregular, enquanto a célula vegetal apresenta uma forma fixa.

As células animais podem apresentam cílios e flagelos, o que não ocorre na célula vegetal.

Podemos observar um grande vacúolo na célula vegetal, que ocupa grande parte do seu citoplasma. Isso deve-se a função da célula de armazenar seiva e realizar o controle da entrada e saída de água.

2. Parede Celular
A parede celular é uma estrutura exclusiva das células vegetais. Ela corresponde a um envoltório externo à membrana plasmática, formado pelo polissacarídeo celulose.

A função da parede celular é oferecer sustentação, resistência e proteção contra patógenos externos. Além disso, ela realiza a troca de substâncias entre células vizinhas e controla a entrada de água na célula.

As células animais não apresentam parede celular.

3. Organelas
As organelas celulares são estruturas que realizam as funções essenciais para o funcionamento das células. A célula animal e vegetal apresentam algumas organelas específicas, conforme a atividade que realizam.

Veja as organelas existentes nas células animais e vegetais:



É importante destacar que os plastos apresentam três tipos: leucoplastos, cromoplastos e cloroplastos.

Leucoplastos: Sem pigmento e armazenam amido como forma de reserva energética.

Cromoplastos: Responsáveis pela cor de frutos, flores e folhas.

Cloroplastos: De coloração verde por conta da clorofila, são responsáveis pela fotossíntese.

Texto 57 - Estrutura celular de bactérias


As bactérias possuem uma composição celular bem própria de células procarióticas: núcleo que não apresenta revestimento de membrana, denominado nucleoide, com ribossomos, plasmídeos, entre outros.




Cada elemento que faz parte da composição celular das bactérias será explicado a seguir:

Cromossomos

O cromossomo que está exposto nas bactérias é arredondado e apresenta somente uma molécula de DNA. Certos princípios bibliográficos o intitulam não como cromossomo, porém como corpo cromatínico, por não ser considerado um cromossomo real. Esse cromossomo transporta os dados genéticos da célula, considerando-o capaz de executar a auto-resposta cromossômica.

Plasmídeo

Essa armação é uma molécula pequena de DNA e não se encontra em todas as bactérias, de modo que seus genes não codificam os dados e os aspectos fundamentais, porém conforme a condição ambiente a que a célula está manifestada pode apresentar algum privilegio seletivo em comparação com as demais bactérias quem não tem o plasmídeo, como por exemplo, quando são submetidas a antibióticos.

O plasmídeo defende a célula da atividade antibiótica. E a melhor parte é que eles se duplicam por si só, com independência dos cromossomos.

Hialoplasma

O hialoplasma é um liquido com aspecto gelatinoso, formado por glicose, saia e demais moléculas orgânicas e de açúcar, e proteínas. Podem ser encontrados também vários ribossomos e RNA.

Ribossomos

Espalhados dentro da célula, essa armação é encarregada pelo aspecto rugoso que a célula apresenta.

Grânulos de Reserva

Nesse modelo de célula o acervo de reservas ocorre, porém é realizado de forma distinta das células eucarióticas. Aqui são produzidos grânulos que não dissolvem em água, formados por ácido beta-hidroxibutírico, glicose e fosfato, gerando cadeias intricadas de açúcares.

Membrana Celular

Essa membrana na realidade é uma cama dupla de fosfolipídios, porém também envolvem proteínas fundamentais que auxiliam na permeabilidade de alimentos, na criação de energia e na defesa.

Parede Celular

A parede reveste a membrana, e é ela quem concede certos formatos a bactéria. Não é uma armação primária, e em certos tipos é possível verificar as endotoxinas, substancias que estimula o complexo imune a apresentar uma reação acentuada, denominada choque séptico, e ocasionar o falecimento do mesmo hospedeiro.

Quanto à composição dessa armação, afirma-se que as bactérias podem ser gram-positivas ou gram-negativas, isso considerando a tonalidade delas. Se gram-positivas, a tonalidade é arroxeada, e com pouca mudança nessa coloração, com a parede estruturada por uma única camada. Se gram-negativas, a tonalidade é avermelhada, com uma alteração pequena na coloração, e a parede estruturada por duas camadas.

Cápsulas

É a camada que reveste a parede celular, normalmente polissacarídica, mas também podem ser proteínadas. Essa armação condiciona a célula bacteriana a aguentar a fagocitose.

Flagelo

Essa armação é encarregada pela locomoção da bactéria. Está fixa a membrana plasmática e é formada pro proteínas.

As bactérias são organizadas conforma a quantidade de flagelos presente na célula:

– Monotríquias: bactérias com somente um flagelo

– Peritríquias: bactérias com flagelo na célula inteira

– Lofotríquias: bactérias com um grupo de flagelos

– Anfitríquias: bactérias com um grupo de flagelos em cada extremidade da célula

Fímbrias

Também chamada de “pili”, essas armações são microfibrilas de proteínas, ou seja, finas e curtas, particularidades das bactérias gram-negativas e de forma diferente dos flagelos, não agem para movimentação, porém para aderência. Há ainda um modelo próprio de fímbria, a sexual. Essa atua auxiliando o método de conjugação, unindo as bactérias para que cruzem material genético.

Reprodução bacteriana
As bactérias se reproduzem através da fissão binária ou divisão celular. No decorrer desse procedimento acontece o desdobramento do DNA acompanhado pela separação da célula bacteriana em duas células novas.

A reprodução das bactérias é principalmente assexuada e acontece pela repetição de seu cromossomo e subseqüente divisão celular em um procedimento conhecido como fissão binária. O grande benefício de um período curto de reprodução é que as bactérias podem progredir rapidamente, sendo esse o motivo do seu êxito no mundo vivo. O desenvolvimento acontece por meio de transformações genéticas que geram modificações na geração de um organismo e o meio, pelo episódio da seleção natural, defini que alterações são favoráveis no sentido de expandir suas oportunidades de sobrevivência e de êxito reprodutivo.

Por causa do período muito curto de geração, as bactérias podem experimentar bilhões de transformações em curtos espaços de tempo ao mesmo tempo em que um humano pode levar mais de 25 anos para experimentar somente uma transformação. Ainda que se reproduzam assexuadamente, as bactérias apresentam dispositivos de recombinação genética por meio dos episódios da conjugação bacteriana, transdução e transformação. Na conjugação acontece a transmissão de um ou mais plasmídios de uma bactéria para outra ponte citoplasmática entre duas bactérias. Na modificação ocorre a assimilação de pedaços de material genético de bactérias liberadas no meio; um pedaço de DNA que tenha sido adquirido pode se combinar novamente com o DNA cromossômico da bactéria receptora gerando novos arranjos de genes.

Texto 55 - A Teoria Celular


A Citologia ou Biologia Celular é o ramo da Biologia que estuda as células.

O nascimento da citologia e a invenção do microscópio são fatos relacionados. Em 1663, Robert Hooke cortou um pedaço de cortiça e observou ao microscópio. Ele notou que existiam compartimentos, os quais ele denominou de células.




A partir daí, a citologia começou a desenvolver-se como ciência. O avanço dos microscópios contribuiu para que as estruturas das células fossem observadas e estudadas.

Teoria Celular
A Teoria Celular apresenta postulados importantes para o estudo da Citologia:
             Todos os seres vivos são constituídos por células; 
·         Alguns indivíduos são unicelulares como as bactérias, os protozoários, algumas espécies de algas e algumas espécies de fungos. Os demais seres são pluricelulares ou multicelulares. Exemplos de seres multicelulares somos nós seres humanos, as plantas e todos os animais, como o elefante, a formiga, o rato, o peixe, etc.
             As atividades essenciais que caracterizam a vida ocorrem no interior das células;
             Novas células se formam pela divisão de células preexistentes através da divisão celular;
             A célula é a menor unidade da vida.

Tipos de Células
As células podem ser divididas em dois tipos: as procariontes e eucariontes.







Procariontes
A principal característica da célula procarionte é a ausência de carioteca delimitando o núcleo celular. O núcleo da célula procarionte não é individualizado.
As células procariontes são as mais primitivas e possuem estruturas celulares mais simples. Esse tipo celular pode ser encontrado nas bactérias.

Eucariontes
As células eucariontes são mais complexas. Essas possuem carioteca individualizando o núcleo, além de vários tipos de organelas.
Como exemplos de células eucariontes estão as células animais e as células vegetais.

O tamanho das células
A maioria das células são tão pequenas que são impossíveis de se enxergar a olho nu, ou seja, só conseguimos ver com a ajuda de microscópios e lentes de aumento.

Dentre todos os seres vivos, a maior célula de todas é a gema do ovo! Isso mesmo, a gema do ovo é uma célula, de onde será formado o pintinho.



A maior célula do corpo humano – e talvez a única possível de se ver a olho nu – é o óvulo liberado pelas mulheres em seu período de fertilidade.


Célula Animal e Vegetal
 
A célula animal e vegetal são eucariontes, ou seja, pertencem ao tipo celular mais complexo e que constituem a maior parte dos seres vivos.

Lembre-se, a célula eucarionte é aquela que possui núcleo individualizado, delimitado por membrana celular.

Apesar dessa semelhança, as células animais e vegetais apresentam diferenças quanto à estrutura, formato e componentes celulares.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Texto 56 - Célula - Principais estruturas

Estruturas Celulares




MEMBRANA PLASMÁTICA :
-delimita o conteúdo celular.
-tem importante função de sinalização celular (comunicação com outras células).
-proteção mecânica.
-permeabilidade seletiva.

CITOPLASMA :
-é onde as organelas estão organizadas, por isso, que as chamamos organelas citoplasmáticas.
-no citoplasma há a maioria das substâncias que as células precisam para desempenhar sua função interna, ou seja, são responsáveis pelo metabolismo, como a respiração, secreção, etc.

NÚCLEO :
-é onde se encontra o genoma característico da espécie em organismos eucariontes.
-recebe informações internas e externas à célula. Toda regulação e função celular é realizada por intermédio do conteúdo do núcleo que responde a essas informações.

Organelas Citoplasmáticas:

Alguns dos organoides (também chamados de orgânulos ou organelas) do citoplasma são membranosos, isto é, são revestidos por uma membrana lipoprotéica semelhante a membrana plasmática. Estamos nos referindo a retículo endoplasmático, mitocôndrias, sistema golgiense (ou complexo de golgi), lisossomos, peroxissomos, glioxissomos, cloroplastos e vacúolos. Os organoides não membranosos são os ribossomos e os centríolos.

RIBOSSOMOS :
-formado por : RNA-ribossômico e proteínas ribossômicas
-função:
ribossomos livres -- síntese protéica (proteínas que permanecem no interior da célula).
ribossomos aderidos a retículo endoplasmático -- síntese de proteínas de exportação, proteínas de membrana e enzimas lisossômicas.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO (R.E.) : 
 O citoplasma das células eucariontes contém inúmeras bolsas e tubos cujas paredes têm uma organização semelhante à da membrana plasmática. Essas estruturas membranosas formam uma complexa rede de canais interligados, conhecida pelo nome de retículo endoplasmático. Pode-se distinguir dois tipos de retículo: rugoso (ou granular) e liso (ou agranular).

Liso
: transporta substâncias, armazena materiais principalmente no vacúolo que são meras regiões hipertrofiadas do R.E. , facilita reações do citoplasma, sintetiza lipídeos (triacerídeos, fosfolipídeos e esteróides).

Rrugoso: todas as funções do R.E. liso, e está intimamente relacionado à sintese de proteínas, por ter ribossomos aderidos.

COMPLEXO DE GOLGI ou COMPLEXO GOLGIENSE:
-nunca há ribossomos aderidos, embora seu aspecto seja parecido com o do R.E.
-função de secreção celular, em alguns casos há a síntese de substâncias no Golgi.
-recebe as substâncias do R.E. e as concentra e empacota para a exportação, formando assim, pequenas vesículas chamadas grãos de zimógeno.
-tem papel importante no espermatozóide, formando o acrossomo do mesmo, que é a vesícula mais posterior da cabeça do espermatozóide que irá liberar enzimas digestivas para digerir as membranas dos óvulos e assim possibilitar a fecundação

VACÚOLO :
Derivados do R.E. contém água e substancias dissolvidas em seu interior. Em certos casos podem se originar a partir da membrana plasmática, existem vários tipos de vacúolo de acordo com as funções que ele possui:
-vacúolos alimentares (fagossomos): Presentes em organismo de digestão intracelular. Quando há o englobamento da partícula forma-se o fagossomo.
-vacúolos digestivos: quando o vacúolo digestivo funde-se com o lisossomos para haver a digestão.
-vacúolos pulsáteis: Para expulsão do excesso de água que entra na célula por osmose, no caso de protozoários e algas de água doce, que vivem em meio hipotônico. Excretas podem ser dissolvidas na água do vacúolo e serem expulsas da célula.
-vacúolos de células vegetais: Acúmulo de reservas: glicose, amido, pigmentos, etc.
Osmorregulação: o citoplasma das cél. Vegetais é mais concentrado que as soluções externas, e o vacúolo mais concentrado que o citoplasma. Desta forma há a passagem de água do meio para os vacúolos.

LISOSSOMOS :
-vesículas originadas pelo complexo de Golgi, repletas de enzimas digestivas de todos os tipos, destinadas a digestão intracelular.
-quando a célula engloba alguma partícula, os lisossomos se unem a este vacúolo alimentar e formam o vacúolo digestivo, isto acontece em todos os seres unicelulares e por exemplo nos leucócitos dos mamíferos.
-nos seres pluricelulares, os alimentos são digeridos anteriormente, então a função dos lisossomos é mais específica, como por exemplo, na reciclagem de materiais celulares , na defesa (como mencionado acima) e etc.

MITOCÔNDRIAS :
-são responsáveis pela respiração celular.
-no seu interior ocorre a oxidação de substâncias derivadas da glicose, com a conseqüente liberação de energia sob forma de moléculas de ATP. Os produtos finais dessa reação são gás carbônico e água.
-para as mitocôndrias funcionarem se faz necessária a presença de oxigênio.
-as mitocôndrias são formadas por duas membranas, a interna possui várias dobras (cristas mitocondriais), dentro dela há material semelhante ao hialoplasma (matriz mitocondrial).
-no espermatozóide, as mitocôndrias formam uma estrutura que fica próxima ao flagelo para que esse tenha energia para seu movimento.

PEROXISSOMOS :
-muito semelhantes aos lisossomos, mas, contém principalmente peroxidases. No fígado existem numerosos peroxissomos relacionados à função de desintoxicação.
-os peroxissomos possuem enzimas que agilizam a transformação de água oxigenada
(peróxido de hidrogênio) em oxigênio.

NAS PLANTAS - CLOROPLASTOS :
-responsáveis pela fotossíntese.
-os cloroplastos produzem matéria orgânica.
-também possuem 2 membranas lipoprotéicas.
-são constituídos por sacos membranosos chamados lamelas e estruturas semelhantes a moedas chamadas de tilacóides. Uma pilha de tilacóides chama-se granun. Lamelas e grana (plural de granun) estão mergulhados num material denominado estroma.

O CITOESQUELETO :
No hialoplasma há uma rede de filamentos muito finos que passa por toda a célula, estes filamentos são protéicos, porém, são formados por diferentes proteína. Citoesqueleto é o nome que se dá a essa rede de filamentos.
Existem 3 tipos de filamentos que compõem o citoesqueleto: os filamentos de actina (formados por actina), os microtúbulos (formados por tubulina) e os filamentos intermediários (formados por uma família heterogênea de proteínas).
As proteínas componentes do citoesqueleto são responsáveis por muitos fenômenos de movimento celular. A ciclose (movimento do citoplasma), o movimento de pseudópodes, a migração dos cromossomos durante a divisão celular e o batimento de cílios e flagelos são fenômenos diretamente relacionados ao citoesqueleto.

ESTRUTURAS COMPOSTAS POR PROTEÍNAS DO CITOESQUELETO :

CENTRÍOLOS :
Participam no processo de divisão celular.
Formados por 9 trios de microtúbulos organizados em forma de cilindro.
Na divisão celular os centríolos migram para os pólos da célula e entre eles aparecem um conjunto de fibras protéicas chamados de fibras do fuso, ao redor de cada centríolo aperecem outras fibras chamadas áster.
Este aparato é que puxa metade dos cromossomos duplicados em direção aos 2 pólos da célula no processo de divisão celular (não se desespere, a divisão celular está explicada na página anterior).

CÍLIOS E FLAGELOS :
São estruturas móveis que servem para a locomoção, encaminhamento de alimentos no trato digestivo de alguns animais, possuem outras funções também.
Cílios são pequenos e estão presentes em grande número, flagelos são grandes e existem poucos em cada célula.
Componentes de cílios e flagelos: uma haste que se projeta para fora da célula (formada por 9 túbulos duplos), um corpúsculo basal (formado por 9 túbulos triplos), o movimento dos cílios e flagelos se dá por atividade de proteínas motoras que precisam de energia para esta função.

Retículo endoplasmático


Organelas Citoplasmáticas

RIBOSSOMOS :

 Síntese de proteínas. 

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO (R.E.) :

Formam uma complexa rede de canais interligados, conhecida pelo nome de retículo endoplasmático. Pode-se distinguir dois tipos de retículo: rugoso (ou granular) e liso (ou agranular).

Liso : transporta substâncias, armazena materiais ,  facilita reações do citoplasma, sintetiza lipídios (triacerídeos, fosfolipídeos e esteróides).

Rugoso: todas as funções do R.E. liso, e está intimamente relacionado à sintese de proteínas, por ter ribossomos aderidos.

COMPLEXO DE GOLGI ou COMPLEXO GOLGIENSE:
-nunca há ribossomos aderidos, embora seu aspecto seja parecido com o do R.E.
-função de secreção (eliminação) celular.
-recebe as substâncias do R.E. e as concentra e empacota para a exportação, formando assim, pequenas vesículas chamadas grãos de zimógeno.
-tem papel importante no espermatozóide, formando o acrossomo do mesmo, que é a vesícula mais posterior da cabeça do espermatozóide que irá liberar enzimas digestivas para digerir as membranas dos óvulos e assim possibilitar a fecundação

VACÚOLO :
Derivados do R.E. contém água e substancias dissolvidas em seu interior. 

Existem vários tipos de vacúolo de acordo com as funções que ele possui:

-vacúolos alimentares (fagossomos): Presentes em organismo de digestão intracelular. Quando há o englobamento da partícula forma-se o fagossomo.

-vacúolos digestivos: quando o vacúolo digestivo funde-se com o lisossomos para haver a digestão.

-vacúolos pulsáteis: Para expulsão do excesso de água que entra na célula por osmose, no caso de protozoários e algas de água doce, que vivem em meio hipotônico. Excretas podem ser dissolvidas na água do vacúolo e serem expulsas da célula.

-vacúolos de células vegetais: Acúmulo de reservas: glicose, amido, pigmentos, etc.
Osmorregulação: o citoplasma das cél. Vegetais é mais concentrado que as soluções externas, e o vacúolo mais concentrado que o citoplasma. Desta forma há a passagem de água do meio para os vacúolos.

LISOSSOMOS :
-vesículas originadas pelo complexo de Golgi, repletas de enzimas digestivas de todos os tipos, destinadas a digestão intracelular.
-quando a célula engloba alguma partícula, os lisossomos se unem a este vacúolo alimentar e formam o vacúolo digestivo, isto acontece em todos os seres unicelulares e por exemplo nos leucócitos dos mamíferos.
-nos seres pluricelulares, os alimentos são digeridos anteriormente, então a função dos lisossomos é mais específica, como por exemplo, na reciclagem de materiais celulares , na defesa (como mencionado acima) e etc.

MITOCÔNDRIAS :
-são responsáveis pela respiração celular.
-no seu interior ocorre a oxidação de substâncias derivadas da glicose, com a conseqüente liberação de energia sob forma de moléculas de ATP. Os produtos finais dessa reação são gás carbônico e água.
-para as mitocôndrias funcionarem se faz necessária a presença de oxigênio.
-as mitocôndrias são formadas por duas membranas, a interna possui várias dobras (cristas mitocondriais), dentro dela há material semelhante ao hialoplasma (matriz mitocondrial).
-no espermatozóide, as mitocôndrias formam uma estrutura que fica próxima ao flagelo para que esse tenha energia para seu movimento.

PEROXISSOMOS :
-muito semelhantes aos lisossomos, mas, contém principalmente peroxidases. No fígado existem numerosos peroxissomos relacionados à função de desintoxicação.
-os peroxissomos possuem enzimas que agilizam a transformação de água oxigenada
(peróxido de hidrogênio) em oxigênio.

NAS PLANTAS - CLOROPLASTOS :
-responsáveis pela fotossíntese.
-os cloroplastos produzem matéria orgânica.
-também possuem 2 membranas lipoprotéicas.
-são constituídos por sacos membranosos chamados lamelas e estruturas semelhantes a moedas chamadas de tilacóides. Uma pilha de tilacóides chama-se granun. Lamelas e grana (plural de granun) estão mergulhados num material denominado estroma.

O CITOESQUELETO :
No hialoplasma há uma rede de filamentos muito finos que passa por toda a célula, estes filamentos são protéicos, porém, são formados por diferentes proteína. Citoesqueleto é o nome que se dá a essa rede de filamentos.
Existem 3 tipos de filamentos que compõem o citoesqueleto: os filamentos de actina (formados por actina), os microtúbulos (formados por tubulina) e os filamentos intermediários (formados por uma família heterogênea de proteínas).
As proteínas componentes do citoesqueleto são responsáveis por muitos fenômenos de movimento celular. A ciclose (movimento do citoplasma), o movimento de pseudópodes, a migração dos cromossomos durante a divisão celular e o batimento de cílios e flagelos são fenômenos diretamente relacionados ao citoesqueleto.

ESTRUTURAS COMPOSTAS POR PROTEÍNAS DO CITOESQUELETO :

CENTRÍOLOS :
Participam no processo de divisão celular.


CÍLIOS E FLAGELOS :
São estruturas móveis que servem para a locomoção, encaminhamento de alimentos no trato digestivo de alguns animais, possuem outras funções também.
Cílios são pequenos e estão presentes em grande número, flagelos são grandes e existem poucos em cada célula.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Texto 54 - Destaque - Febre Amarela

O que é?

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.

Qual o microrganismo envolvido?

O vírus RNA. Arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae.

Quais os sintomas?

Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Como se transmite?

A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.

Como tratar?

Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.

Como se prevenir?

A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.

A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).




A origem do vírus causador da febre amarela foi motivo de discussão e polêmica durante muito tempo, porém estudos recentes utilizando novas técnicas de biologia molecular comprovaram sua origem africana. O primeiro relato de epidemia de uma doença semelhante à febre amarela é de um manuscrito maia de 1648 em Yucatan, México. Na Europa, a febre amarela já havia se manifestado antes dos anos 1700, mas foi em 1730, na Península Ibérica, que se deu a primeira epidemia, causando a morte de 2.200 pessoas. Nos séculos XVIII e XIX os Estados Unidos foram acometidos repetidas vezes por epidemias devastadoras, para onde a doença era levada através de navios procedentes das índias Ocidentais e do Caribe.

No Brasil, a febre amarela apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, onde permaneceu durante 10 anos. A cidade de Salvador também foi atingida, onde causou cerca de 900 mortes durante os seis anos em que ali esteve. A realização de grandes campanhas de prevenção possibilitou o controle das epidemias, mantendo um período de silêncio epidemiológico por cerca de 150 anos no País.

A febre amarela apresenta dois ciclos epidemiológicos de acordo com o local de ocorrência e o a espécie de vetor (mosquito transmissor): urbano e silvestre. A última ocorrência de febre amarela urbana no Brasil, foi em 1942, no Acre. Hoje, ainda se teme a presença da febre amarela em áreas urbanas, especialmente depois do final da década de 70, quando o mosquito Aedes aegypti retornou ao Brasil.

O ciclo silvestre só foi identificado em 1932 e desde então surtos localizados acontecem nas áreas classificadas como áreas de risco: indene (estados do Acre, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Maranhão) e de transição (parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

No período de 1980 a 2004, foram confirmados 662 casos de febre amarela silvestre, com ocorrência de 339 óbitos, representando uma taxa de letalidade de 51% no período.

SITUAÇÃO EM 2017

Leia a reportagam de 31/01/2017 
Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2017/01/aumentam-casos-de-febre-amarela-ja-e-o-pior-surto-registrado-no-brasil.html

Aumentam casos de febre amarela; já é o pior surto registrado no Brasil Foco da transmissão está no Espírito Santo e também em Minas Gerais. Preocupação da OMS é que a doença se espalhe para outros estados.

Os casos de febre amarela já superaram o pior ano da doença e, em menos de um mês, bateram o recorde histórico. O Ministério da Saúde atualizou os números e a situação pode ser ainda pior, porque as informações sobre o número de casos nos estados levam um dia para chegar ao ministério.

O foco da transmissão está no Espírito Santo e também em Minas Gerais. A preocupação da Organização Mundial de Saúde é que a doença se espalhe para outros estados, por causa de viagens, como as férias e o Carnaval.
Em Minas Gerais, pacientes continuam lotando postos de saúde para tomar a vacina contra febre amarela. O número de casos suspeitos chegou a 712 na segunda-feira (30), de acordo com a Secretaria de Saúde do estado e há 40 mortes confirmadas. Minas é o estado mais afetado do país.
Em São Paulo, o número de mortes subiu de três para seis. A Secretaria de Saúde disse que duas pessoas foram infectadas no interior do estado e as outras quatro ficaram doentes em viagem a Minas.

No Espírito Santo, há 30 casos sendo investigados. Em alguns postos de vacinação, foi preciso distribuir senha para atender tanta gente. Nas contas do Ministério da Saúde, o país já tem 107 casos confirmados da doença e 46 mortes. É o maior surto já registrado no país até hoje e o número pode ser ainda maior, porque o governo federal divulga os balanços com um dia de atraso em relação aos dados encaminhados pelos estados.
O Distrito Federal tinha seis casos suspeitos de febre amarela, mas todos já foram descartados. Essa é uma área com recomendação de vacina e, por isso, esse mês o Ministério da Saúde mandou um reforço: ao todo, 50 mil doses. O problema são algumas cidades goianas que ficam bem pertinho, na região entorno de Brasília, onde nem todo mundo está conseguindo encontrar a vacina.
Não tem vacina em Luziânia. Nem no Novo Gama, onde os postos de saúde estão em reforma. A secretaria está pedindo para as pessoas procurarem Brasília. Alega que ainda está treinando funcionários para aplicar a vacina.
Também está faltando em Itumbiara, que faz divisa com Minas Gerais. O governo de Goiás informou que o estoque vai ser reforçado em 80 mil doses, que só chegam no dia 6.
Na Bahia, onde há seis casos suspeitos, a preocupação com a febre amarela levou muita gente aos postos. Na capital, Salvador, que não é considerada área de risco, moradores procuram clinicas particulares. Caroline levou os dois filhos para tomar a vacina. Ela está preocupada com o Carnaval.
Exatamente por causa das viagens e também por conta do movimento de macacos infectados, a Organização Mundial da Saúde informou que novos casos devem ser detectados em outros estados do país, em áreas que antes não estavam com risco de transmissão.
O Ministério da Saúde informou que está reforçando o estoque de vacinas em 11,5 milhões de doses para estados que registram casos suspeitos e também para os que fazem divisa. Repetiu que todos os casos notificados até agora são do ciclo silvestre de transmissão e que o risco de urbanização da febre amarela é muito baixo.
A vacina é indicada apenas para moradores de áreas de risco e para quem vai viajar para esses locais. Mulheres grávidas, que estejam amamentando, e pessoas em tratamento com quimioterapia, radioterapia, não devem tomar a vacina.
O epidemiologista Pedro Luiz Tauil, professor da Universidade de Brasília, diz que o caminho agora é o que o governo está tomando: vacinar quem está em áreas de risco. Mas ele lembra que fora das épocas de surto, é preciso manter atenção redobrada no programa de vacinação, principalmente nos municípios que têm recomendação permanente da vacina e são menores, nem sempre mantêm um controle sobre a cobertura vacinal.
“O que eu estou defendendo hoje é que os municípios tenham também não só equipes fixas em centros de saúde, mas equipes móveis, volantes que possam atingir a população mais vulnerável. Qual é? A população que vive em área rural ou próxima de áreas rurais e que não demandam vacina em áreas urbanas”, afirmou o professor da UNB, Pedro Luiz Tauil.
Existe uma discussão na área médica, sem consenso, de que a vacina contra a febre amarela deveria ser incluída no calendário nacional de vacinação para imunizar todas as crianças do país, não apenas as que vivem em áreas de risco. Isso para evitar que a doença se espalhe.

Mais informações: Ministério da Saúde 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016