terça-feira, 26 de março de 2019

Organelas Citoplasmáticas


Organelas Citoplasmáticas

RIBOSSOMOS :

 Síntese de proteínas. 

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO (R.E.) :

Formam uma complexa rede de canais interligados, conhecida pelo nome de retículo endoplasmático. Pode-se distinguir dois tipos de retículo: rugoso (ou granular) e liso (ou agranular).

Liso : transporta substâncias, armazena materiais ,  facilita reações do citoplasma, sintetiza lipídios (triacerídeos, fosfolipídeos e esteróides).

Rugoso: todas as funções do R.E. liso, e está intimamente relacionado à sintese de proteínas, por ter ribossomos aderidos.

COMPLEXO DE GOLGI ou COMPLEXO GOLGIENSE:
-nunca há ribossomos aderidos, embora seu aspecto seja parecido com o do R.E.
-função de secreção (eliminação) celular.
-recebe as substâncias do R.E. e as concentra e empacota para a exportação, formando assim, pequenas vesículas chamadas grãos de zimógeno.
-tem papel importante no espermatozóide, formando o acrossomo do mesmo, que é a vesícula mais posterior da cabeça do espermatozóide que irá liberar enzimas digestivas para digerir as membranas dos óvulos e assim possibilitar a fecundação

VACÚOLO :
Derivados do R.E. contém água e substancias dissolvidas em seu interior. 

Existem vários tipos de vacúolo de acordo com as funções que ele possui:

-vacúolos alimentares (fagossomos): Presentes em organismo de digestão intracelular. Quando há o englobamento da partícula forma-se o fagossomo.

-vacúolos digestivos: quando o vacúolo digestivo funde-se com o lisossomos para haver a digestão.

-vacúolos pulsáteis: Para expulsão do excesso de água que entra na célula por osmose, no caso de protozoários e algas de água doce, que vivem em meio hipotônico. Excretas podem ser dissolvidas na água do vacúolo e serem expulsas da célula.

-vacúolos de células vegetais: Acúmulo de reservas: glicose, amido, pigmentos, etc.
Osmorregulação: o citoplasma das cél. Vegetais é mais concentrado que as soluções externas, e o vacúolo mais concentrado que o citoplasma. Desta forma há a passagem de água do meio para os vacúolos.

LISOSSOMOS :
-vesículas originadas pelo complexo de Golgi, repletas de enzimas digestivas de todos os tipos, destinadas a digestão intracelular.
-quando a célula engloba alguma partícula, os lisossomos se unem a este vacúolo alimentar e formam o vacúolo digestivo, isto acontece em todos os seres unicelulares e por exemplo nos leucócitos dos mamíferos.
-nos seres pluricelulares, os alimentos são digeridos anteriormente, então a função dos lisossomos é mais específica, como por exemplo, na reciclagem de materiais celulares , na defesa (como mencionado acima) e etc.

MITOCÔNDRIAS :
-são responsáveis pela respiração celular.
-no seu interior ocorre a oxidação de substâncias derivadas da glicose, com a conseqüente liberação de energia sob forma de moléculas de ATP. Os produtos finais dessa reação são gás carbônico e água.
-para as mitocôndrias funcionarem se faz necessária a presença de oxigênio.
-as mitocôndrias são formadas por duas membranas, a interna possui várias dobras (cristas mitocondriais), dentro dela há material semelhante ao hialoplasma (matriz mitocondrial).
-no espermatozóide, as mitocôndrias formam uma estrutura que fica próxima ao flagelo para que esse tenha energia para seu movimento.

PEROXISSOMOS :
-muito semelhantes aos lisossomos, mas, contém principalmente peroxidases. No fígado existem numerosos peroxissomos relacionados à função de desintoxicação.
-os peroxissomos possuem enzimas que agilizam a transformação de água oxigenada
(peróxido de hidrogênio) em oxigênio.

NAS PLANTAS - CLOROPLASTOS :
-responsáveis pela fotossíntese.
-os cloroplastos produzem matéria orgânica.
-também possuem 2 membranas lipoprotéicas.
-são constituídos por sacos membranosos chamados lamelas e estruturas semelhantes a moedas chamadas de tilacóides. Uma pilha de tilacóides chama-se granun. Lamelas e grana (plural de granun) estão mergulhados num material denominado estroma.

O CITOESQUELETO :
No hialoplasma há uma rede de filamentos muito finos que passa por toda a célula, estes filamentos são protéicos, porém, são formados por diferentes proteína. Citoesqueleto é o nome que se dá a essa rede de filamentos.
Existem 3 tipos de filamentos que compõem o citoesqueleto: os filamentos de actina (formados por actina), os microtúbulos (formados por tubulina) e os filamentos intermediários (formados por uma família heterogênea de proteínas).
As proteínas componentes do citoesqueleto são responsáveis por muitos fenômenos de movimento celular. A ciclose (movimento do citoplasma), o movimento de pseudópodes, a migração dos cromossomos durante a divisão celular e o batimento de cílios e flagelos são fenômenos diretamente relacionados ao citoesqueleto.

ESTRUTURAS COMPOSTAS POR PROTEÍNAS DO CITOESQUELETO :

CENTRÍOLOS :
Participam no processo de divisão celular.


CÍLIOS E FLAGELOS :
São estruturas móveis que servem para a locomoção, encaminhamento de alimentos no trato digestivo de alguns animais, possuem outras funções também.
Cílios são pequenos e estão presentes em grande número, flagelos são grandes e existem poucos em cada célula.



terça-feira, 19 de março de 2019

Mitocôndria


MITOCÔNDRIAS :
-são responsáveis pela respiração celular.
-no seu interior ocorre a oxidação de substâncias derivadas da glicose, com a conseqüente liberação de energia sob forma de moléculas de ATP. Os produtos finais dessa reação são gás carbônico e água.
-para as mitocôndrias funcionarem se faz necessária a presença de oxigênio.
-as mitocôndrias são formadas por duas membranas, a interna possui várias dobras (cristas mitocondriais), dentro dela há material semelhante ao hialoplasma (matriz mitocondrial).
-no espermatozóide, as mitocôndrias formam uma estrutura que fica próxima ao flagelo para que esse tenha energia para seu movimento.

VACÚOLO :
Derivados do R.E. contém água e substancias dissolvidas em seu interior. Em certos casos podem se originar a partir da membrana plasmática, existem vários tipos de vacúolo de acordo com as funções que ele possui:
-vacúolos alimentares (fagossomos): Presentes em organismo de digestão intracelular. Quando há o englobamento da partícula forma-se o fagossomo.
-vacúolos digestivos: quando o vacúolo digestivo funde-se com o lisossomos para haver a digestão.
-vacúolos pulsáteis: Para expulsão do excesso de água que entra na célula por osmose, no caso de protozoários e algas de água doce, que vivem em meio hipotônico. Excretas podem ser dissolvidas na água do vacúolo e serem expulsas da célula.
-vacúolos de células vegetais: Acúmulo de reservas: glicose, amido, pigmentos, etc.
Osmorregulação: o citoplasma das cél. Vegetais é mais concentrado que as soluções externas, e o vacúolo mais concentrado que o citoplasma. Desta forma há a passagem de água do meio para os vacúolos.

LISOSSOMOS :
-vesículas originadas pelo complexo de Golgi, repletas de enzimas digestivas de todos os tipos, destinadas a digestão intracelular.
-quando a célula engloba alguma partícula, os lisossomos se unem a este vacúolo alimentar e formam o vacúolo digestivo, isto acontece em todos os seres unicelulares e por exemplo nos leucócitos dos mamíferos.
-nos seres pluricelulares, os alimentos são digeridos anteriormente, então a função dos lisossomos é mais específica, como por exemplo, na reciclagem de materiais celulares , na defesa (como mencionado acima) e etc.

PEROXISSOMOS :
-muito semelhantes aos lisossomos, mas, contém principalmente peroxidases. No fígado existem numerosos peroxissomos relacionados à função de desintoxicação.
-os peroxissomos possuem enzimas que agilizam a transformação de água oxigenada
(peróxido de hidrogênio) em oxigênio.

NAS PLANTAS - CLOROPLASTOS :
-responsáveis pela fotossíntese.
-os cloroplastos produzem matéria orgânica.
-também possuem 2 membranas lipoprotéicas.
-são constituídos por sacos membranosos chamados lamelas e estruturas semelhantes a moedas chamadas de tilacóides. Uma pilha de tilacóides chama-se granun. Lamelas e grana (plural de granun) estão mergulhados num material denominado estroma.

O CITOESQUELETO :
No hialoplasma há uma rede de filamentos muito finos que passa por toda a célula, estes filamentos são protéicos, porém, são formados por diferentes proteína. Citoesqueleto é o nome que se dá a essa rede de filamentos.
Existem 3 tipos de filamentos que compõem o citoesqueleto: os filamentos de actina (formados por actina), os microtúbulos (formados por tubulina) e os filamentos intermediários (formados por uma família heterogênea de proteínas).
As proteínas componentes do citoesqueleto são responsáveis por muitos fenômenos de movimento celular. A ciclose (movimento do citoplasma), o movimento de pseudópodes, a migração dos cromossomos durante a divisão celular e o batimento de cílios e flagelos são fenômenos diretamente relacionados ao citoesqueleto.

ESTRUTURAS COMPOSTAS POR PROTEÍNAS DO CITOESQUELETO :

CENTRÍOLOS :
Participam no processo de divisão celular.
Formados por 9 trios de microtúbulos organizados em forma de cilindro.
Na divisão celular os centríolos migram para os pólos da célula e entre eles aparecem um conjunto de fibras protéicas chamados de fibras do fuso, ao redor de cada centríolo aperecem outras fibras chamadas áster.
Este aparato é que puxa metade dos cromossomos duplicados em direção aos 2 pólos da célula no processo de divisão celular (não se desespere, a divisão celular está explicada na página anterior).

CÍLIOS E FLAGELOS :
São estruturas móveis que servem para a locomoção, encaminhamento de alimentos no trato digestivo de alguns animais, possuem outras funções também.
Cílios são pequenos e estão presentes em grande número, flagelos são grandes e existem poucos em cada célula.
Componentes de cílios e flagelos: uma haste que se projeta para fora da célula (formada por 9 túbulos duplos), um corpúsculo basal (formado por 9 túbulos triplos), o movimento dos cílios e flagelos se dá por atividade de proteínas motoras que precisam de energia para esta função.



segunda-feira, 22 de outubro de 2018

62- Níveis de Organização dos Seres Vivos

NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS

A maioria dos organismos pluricelulares é formada por grupos especializados de células os . As células formam os diferentes tecidos. Os tecidos  se agrupam e formam os  órgãos. Os órgãos integrados formam os  sistemas que  reunidos formam um organismo.


A ecologia preocupa-se com as relações que ocorrem em formas de organização que vão além do organismo. Que são as : populações, comunidades e ecossitesmas.

As populações são formadas quando vários indivíduos da mesma espécie passam a viver em uma mesma área e mantêm relações entre si. É o caso da população humana de uma cidade ou da população de esquilos de uma floresta ou da população de sapos de uma lagoa.


Populações que habitam a mesma área mantêm entre si várias relações e formam um novo nível de organização, chamado de comunidade, biocenose, biota ou comunidade biótica.

A ecologia estuda também as relações entre os seres vivos e o meio físico (ar, luz, temperatura, umidade, tipo de solo, etc). Esses fatores físicos e químicos do ambiente que interagem com os seres vivos. Esses fatores físico, em ecologia são chamados FATORES ABIÓTICOS.

Os Seres vivos, em ecologia são chamados de FATORES BIÓTICOS.

A reunião dos fatores abióticos com os fatores bióticos forma um SISTEMA ECOLÓGIA ou ECOSSISTEMA.


Por exemplo, Uma flor com sua vegetação, seus animais, seu tipo de solo e seu clima característico, é um ecossistema, assim como um lago, um oceano, um tronco de árvore e um simples aquário.

O conjunto de florestas, campos, desertos e de outros grandes ecossistemas forma a BIOSFERA.


Então BIOSFERA é o conjunto de regiões do planeta em condições de sustentar a vida de modo permanente. Ela estende-se de cerca de 8 Km acima da superfície da Terra (do topo de altas montanhas) até cerca de 8 Km abaixo da superfície dos oceanos.

BIÓTOPO – é o local onde vive a comunidade.

Importante:

PRESERVAR – é não mexer no ambiente. Geralmente as unidades de preservação são locais onde as espécies com risco de extinção ou em extinção são mantidas.



CONSERVAÇÃO – pode-se mexer com consciência, de maneira sustentável (por exemplo, retirou uma planta, repõe duas. Utiliza água com consciência, etc.).



quinta-feira, 30 de agosto de 2018

61 - Grupos de Tecidos

No nosso corpo, existem muitos tipos de células, com diferentes formas e funções. As células estão organizadas em grupos, que “trabalhando” de maneira integrada, desempenham, juntos, uma determinada função. Esses grupos de células são os tecidos.

Os tecidos do corpo humano podem ser classificados em quatro grupos principais: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.



Tecido epitelial

As células do tecido epitelial ficam muito próximas umas das outras e quase não há substâncias preenchendo espaço entre elas. Esse tipo de tecido tem como principal função revestir e proteger o corpo. Forma a epiderme, a camada mais externa da pele, e internamente, reveste órgãos como a boca e o estômago.

O tecido epitelial também forma as glândulas – estruturas compostas de uma ou mais células que fabricam, no nosso corpo, certos tipos de substâncias como hormônios, sucos digestivos, lágrima e suor.




Tecido Conjuntivo

O tecido conjuntivo caracteriza-se por preenchimento dos espaços intercelulares do corpo e a importante interfase entre os demais tecidos, dando-lhes sustentação e conjunto.
Morfologicamente, apresenta grande quantidade de material extracelular (matriz), constituído por uma parte não estrutural, denominada de substância estrutural amorfa, e por outra porção fibrosa.
Substância Amorfa: formada principalmente por água, polissacarídeos e proteínas. Pode assumir consistência rígida, como, por exemplo, no tecido ósseo; e mais líquida, como é o caso do plasma sanguíneo.

Fibras: de natureza proteica, distribuem-se conforme o tecido, destacando-se:
Colágeno → fibras mais frequentes do tecido conjuntivo, formada pela proteína colágeno de alta resistência (coloração esbranquiçada);
Elásticas → fibras formadas fundamentalmente pela proteína elastina, possuindo considerável elasticidade (coloração amarelada);
Reticulares → fibras com reduzida espessura, formada pela proteína chamada reticulina, análoga ao colágeno.

Portanto, além da função de preenchimento dos espaços entre os órgãos e manutenção, toda a diversidade do tecido conjuntivo em um organismo desempenha importante função de defesa e nutrição.

O tecido conjuntivo é classificado nos seguintes tecidos:
- Tecido conjuntivo frouxo;
- Tecido conjuntivo denso;
- Tecido conjuntivo adiposo;
- Tecido conjuntivo cartilaginoso;
- Tecido conjuntivo ósseo;
- Tecido conjuntivo sanguíneo.


Tecido conjuntivo frouxo
Caracteriza-se pela abundante presença de substâncias intercelulares e relativa quantidade de fibras, frouxamente distribuídas. Nesse tecido estão presentes todas as células típicas do tecido conjuntivo: os fibroblastos ativos na síntese proteica, os macrófagos com grande atividade fagocitária e os plasmócitos na produção de anticorpos.
Tecido Conjuntivo Denso (ou fibroso)
Apresenta grande quantidade de fibras colágenas, formando feixes com alta resistência à tração e pouca elasticidade. É tipicamente encontrado em duas situações: formando os tendões, mediando a ligação entre os músculos e os ossos; e nos ligamentos, unindo os ossos entre si.
Tecido conjuntivo adiposo 
O tecido adiposo é formado por adipócitos, isto é, células que armazenam gordura. Esse tecido encontra-se abaixo da pele, formando o panículo adiposo, e também está disposto em volta de alguns órgãos. As funções desse tecido são: fornecer energia para o corpo; atuar como isolante térmico, diminuindo a perda de calor do corpo para o ambiente; oferecer proteção contra choques mecânicos (pancadas, por exemplo).


Tecido Conjuntivo Cartilaginoso
O tecido cartilaginoso é desprovido de vasos sanguíneos e nervos. É formado por células denominadas condroblastos e condrócitos.  Forma as cartilagens do nariz, da orelha, da traquéia e está presente nas articulações da maioria dos ossos. É um tecido resistente, mas flexível.

Tecido Conjuntivo Ósseo
Bem mais resistente que o tecido cartilaginoso, o tecido ósseo é constituído de uma matriz rígida, formada basicamente por fibras colágenas e sais de cálcio e vários tipos de células: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos. A sua rigidez (dureza) deve-se à impregnação de sais de cálcio na substância intercelular.
O esqueleto humano é uma estrutura articulada, formada por 206 ossos. Apesar de os ossos serem rígidos, o esqueleto é flexível, permitindo amplos movimentos ao corpo graças a ação muscular.

Tecido Conjuntivo Sanguíneo
Esse tecido tem a função de produzir as células típicas do sangue e da linfa. Existem duas variações: tecido hematopoiético mieloide e tecido hematopoiético linfoide.
Mieloide: Encontra-se na medula óssea vermelha, presente no interior do canal medular dos ossos esponjosos, responsáveis pela produção dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias), certos tipos de glóbulos brancos (leucócitos)  e as plaquetas.
Linfoide: Encontra-se de forma isolada em estruturas como os linfonodos, o baço, o timo e as amígdalas; tem o papel de produzir certos tipos de glóbulos brancos (monócitos e linfócitos)
A substância intercelular do tecido sanguíneo é o plasma, constituído principalmente por água, responsável pelo transporte de nutrientes e de outras substâncias para todas as células.

Tecido muscular

O tecido muscular, originado do mesoderma (folheto embrionário), constitui os músculos, está relacionado ao mecanismo de locomoção e ao processo de movimentação de substâncias internas do corpo, decorrente à capacidade contrátil das fibras musculares em resposta a estímulos nervosos, utilizando energia fornecida pela degradação da molécula de ATP.

As células desse tecido são caracterizadas pelo seu formato alongado, uma especialização é a função de contração e distensão das fibras musculares, formada por numerosos filamentos proteicos de actina (miofilamentos finos) e miosina (miofilamentos grossos).

O grau de contração muscular segue, a princípio, dois fatores: o primeiro relacionado à intensidade do estímulo e o segundo à quantidade de fibras estimuladas.

Dessa forma, somente ocorrerá contração quando o estímulo nervoso tiver intensidade suficiente para desencadear em um número significativo de fibras, uma ação de contração mediada por substâncias neurotransmissoras, emitidas nas sinapses neuromusculares (contato neurônio músculo), sinalizando o deslizamento dos miofilamentos finos sobre os grossos.

Classificação dos tecidos musculares: 

Há três tipos de tecidos musculares: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético e tecido estriado cardíaco, cada um com suas particularidades.


- Musculatura lisa (necessariamente com contração involuntária, independente da vontade do indivíduo): formada por células mononucleadas com estrias longitudinais. É presente nos órgãos vicerais internos (esôfago, intestino, vasos sanguíneos e útero), responsável pelo peristaltismo.

- Musculatura estriada esquelética (contração voluntária, dependente da vontade do indivíduo): formada por células multinucleadas com estrias longitudinais e transversais. Forma os músculos, órgãos ligados à estrutura óssea, permitindo a movimentação do corpo.

- Musculatura estriada cardíaca (contração involuntária): constitui as células binucleadas do miocárdio (musculatura do coração), unidas por discos intercalares que aumentam a adesão entre as células. Fator importante para uma contração rítmica e vigorosa, mantendo a circulação do sangue no corpo.

Um aspecto interessante com relação às fibras musculares estriadas ocorre em ocasião ao estado parcial de contratibilidade passiva, da ordem de milionésimos de segundos alternado entre as fibras musculares. Processo que estabelece uma situação contínua para o tônus muscular (diferente de definição muscular), auxiliando na estabilidade e postura corporal.



Tecido nervoso

O tecido nervoso é sensível a vários tipos de estímulos que se originam de fora ou do interior do organismo. Ao ser estimulado, esse tecido torna-se capaz de conduzir os impulsos nervosos de maneira rápida e, às vezes, por distâncias relativamente grandes. Trata-se de um dos tecidos mais especializados do organismo animal.
O Sistema Nervoso é anatomicamente dividido em Sistema Nervoso Central (SNC), formado pelo encéfalo e pela medula espinha;l e Sistema Nervoso Periférico (SNP), formado pelos nervos e gânglios nervosos. Tais tecidos são compostos por neurônios e gliócitos (ou células gliais).

Neurônios
Os neurônios são células responsáveis pelos impulsos nervosos, altamente especializadas, dotadas de um corpo celular e numerosos prolongamentos citoplasmáticos, denominados neurofibras ou fibras nervosas.
O corpo celular do neurônio contém um núcleo grande e arredondado. As mitocôndrias são numerosas e o ergastoplasma é bem desenvolvido. Os prolongamentos do neurônio podem ser de dois tipos:
- dendritos (do grego déndron: árvore), ramificações que têm a função de captar estímulos,
- axônio (do grego áxon: eixo), o maior prolongamento da célula nervosa (varia de frações de milímetro até cerca de 1 metro), transmite os impulsos nervosos.

Gliócitos
Os gliócitos possuem a função de envolver e nutrir os neurônios, mantendo-os unidos. Os principais tipos de células desta natureza são os astrócitos, oligodendrócitos, micróglias e células de Schwann.
Os prolongamentos de algumas dessas células enrolam-se nos axônios e formam, ao redor deles, a bainha de mielina, que atua como isolante elétrico e contribui para o aumento da velocidade de propagação do impulso nervoso ao longo do axônio.
A bainha de mielina, porém, não é contínua. Entre uma célula de Schwann e outra existe uma região de descontinuidade da bainha, o que acarreta a existência de uma constrição (estrangulamento) denominada nódulo de Ranvier.
Existem axônios em que as células de Schwann não formam a bainha de mielina. Por isso, há duas variedades de axônios: os mielínicos e os amielínicos. Em uma fibra mielinizada, temos três bainhas envolvendo o axônio: bainha de mielina (de natureza lipídica), bainha de Schwann e o endoneuro.

Nervos
As fibras nervosas organizam-se em feixes. Cada feixe, por sua vez, é envolvido por uma bainha conjuntiva denominada perineuro. Vários feixes agrupados paralelamente formam um nervo. O nervo também é envolvido por uma bainha de tecido conjuntivo chamada epineuro.

Os nervos não contêm os corpos celulares dos neurônios; esses corpos celulares localizam-se no sistema nervoso central ou nos gânglios nervosos, que podem ser observados próximos à medula espinhal.
Quando partem do encéfalo, são chamados de cranianos; quando partem da medula espinhal, denominam-se raquidianos.
Os nervos permitem a comunicação dos centros nervosos com os órgãos receptores (sensoriais) ou, ainda, com os órgãos efetores (músculos e glândulas). De acordo com o sentido da transmissão do impulso nervoso, os nervos podem ser:
- sensitivos ou aferentes: quando transmitem os impulsos nervosos dos órgãos receptores até o sistema nervoso central;
- motores ou eferentes: quando transmitem os impulsos nervosos do sistema nervoso central para os órgãos efetores;
- mistos: quando possuem tanto fibras sensitivas quanto fibras motoras. São os mais comuns no organismo.

Sinapses
As sinapses são regiões de conexão química estabelecidas entre um neurônio e outro; entre um neurônio e uma fibra muscular ou entre um neurônio e uma célula glandular. Logo, as sinapses podem ser interneurais (entre um neurônio e outro), neuromusculares (entre um neurônio e uma fibra muscular) ou neuroglandulares (entre um neurônio e uma célula glandular).
Um neurônio não se comunica fisicamente com outro neurônio nem com a fibra muscular, tampouco com a célula glandular. Existe entre eles um microespaço, denominado espaço sináptico, no qual um neurônio transmite o impulso nervoso para outro através da ação de mediadores químicos ou neurormônios.

Atuação dos neurormônios
Os neurormônios estão contidos em microvesículas presentes nas extremidades do axônio. Quando o impulso nervoso chega até essas extremidades, as microvesículas liberam o mediador químico para o espaço sináptico. O neurormônio, então, combina-se com receptores moleculares presentes no neurônio que deverá ser estimulado (ou na fibra muscular ou na célula glandular). Dessa combinação resulta a mudança na permeabilidade da membrana da célula receptora, fato que desencadeia uma entrada de íons no interior da célula e a consequente inversão da polaridade da membrana. Surge, então, um potencial de ação que gera, na célula receptora, um impulso nervoso.





segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Clonagem

De forma geral, podemos definir clonagem como um processo natural (como é o caso de gêmeos idênticos) ou artificial (quanto há a utilização de células somáticas) em que são produzidas cópias geneticamente idênticas de outro ser, através de reprodução assexuada.

Através deste processo, são obtidos indivíduos geneticamente iguais a partir de uma célula-mãe. Este é um método bastante comum de propagação de espécies de plantas, bactérias e protozoários.

A ciência tem realizado muitas pesquisas através da clonagem artificial. Neste método, ao invés de células sexuais (óvulo e espermatozóide) são utilizadas células somáticas (responsáveis pela formação de órgãos, pele e ossos).

Um exemplo deste tipo de experimento foi o processo de clonagem da ovelha Dolly, que foi gerada a partir de células somáticas retiradas de um animal adulto. Contudo, este clone apresentou alguns inconvenientes que resultaram na morte da ovelha.


terça-feira, 7 de agosto de 2018

Questões Núcleo 1



Questões Núcleo 1

1) O que é o núcleo celular ?

2) De que são constituídos os genes. ?

3) Qual a função primordial do núcleo. ?

4) Quantos cromossomos existem nas células somáticas do corpo humano. ?

5) Quantos cromossomos existem nos gametas do ser humano. ?

6) Quais são as duas formas de divisão da célula. ?

7)  Qual a diferença entre mitose e meiose. ?

8) O que é clonagem. ?

sexta-feira, 23 de março de 2018

Os lipídios

Os lipídios são moléculas insolúveis em água e solúveis emsolventes orgânicos como a benzina, o éter e o álcool.

Funcionam como eficiente reserva de energia: uma grama de lipídio contém cerca de duas vezes mais energia do que uma grama de glicídio. Além disso, por serem aramzenados de forma mais concentrada do que os glicídios (os glicídios retêm grande quantidade de água, o que aumenta o volume do peso do corpo).

Os principais grupos de lipídios são os glicerídeos, os cerídeos e os esteróides.


Os lipídios resultam da associação entre ácidos graxos e álcool (Os álcoois são substâncias orgânicas oxigenadas caracterizadas pela presença na molécula do grupo hidroxila ( -OH ) ligado a um carbono saturado (que só faz ligações simples).


ENTENDENDO SOBRE ÁCIDOS GRAXOS:

Os ácidos graxos são compostos formados por cadeias de átomos de carbono ligados a hidrogênio, presentes em gorduras e óleos. Podem ser classificados de acordo com o tamanho (curta, média, longa) ou com o tipo de ligação da cadeia hidrocarbonada (saturados, mono e poliinsaturados).


Ácidos Graxos Saturados

São normalmente encontrados na forma sólida (gordura) e em produtos de origem animal como leite integral, manteiga, creme de leite, chantilly, queijos gordurosos (provolone, parmesão, mussarela), banha, bacon, sebo, toucinho, gordura das carnes, pele das aves e dos peixes. A exceção é feita para a gordura do coco, que é rica em ácidos graxos saturados, apesar de ser um alimento de origem vegetal.

O consumo de alimentos contendo ácidos graxos saturados, além da quantidade desejada, é prejudicial, pois contribui para o aumento das taxas de colesterol no sangue.

Ácidos graxos insaturados 

São normalmente encontrados na forma líquida (óleo) e em produtos de origem vegetal, exceto para os óleos de peixe, que também são ricos em ácidos graxos insaturados, apesar de serem produtos de origem animal. Contêm uma ou mais ligações duplas na cadeia. Quando os hidrogênios se encontram no mesmo lado do plano, são chamados de cis, se estão em lados opostos, de trans. Os ácidos graxos trans estão presentes em produtos industrializados, como na margarina e na gordura vegetal hidrogenada. Em excesso, os ácidos graxos trans são tão ou mais prejudiciais que os ácidos graxos saturados, no que diz respeito à elevação dos níveis de colesterol sangüíneos.

Quando o ácido graxo possui uma única dupla ligação, é conhecido como monoinsaturado, se contém duas ou mais ligações duplas, é denominado poliinsaturado. Os monoinsaturados estão presentes em maior quantidade no azeite de oliva e nos óleos de canola e de amendoim. Já os poliinsaturados são encontrados em óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão), óleos de peixe e em oleaginosas (castanha, amêndoa).

O consumo moderado de alimentos fontes de ácidos graxos insaturados está relacionado com a diminuição dos níveis de colesterol circulantes e conseqüentemente ao menor risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Ácidos graxos essenciais

São poliinsaturados não sintetizados pelas células do organismo, portanto, devem ser adquiridos através da alimentação. Existem dois ácidos graxos essenciais, são eles: ômega-3 (ácido linolênico) e ômega-6 (ácido linoléico). O ácido graxo ômega-3 é encontrado principalmente nos peixes e óleos de peixe. Por outro lado, as melhores fontes alimentares de ácido graxo ômega-6 são os óleos vegetais (girassol, milho, soja, algodão).


Os principais tipos de lipídios são os GLICERÍDEOS, os CERÍDEOS e os ESTERÓIDES.


GLICERÍDEOS

São ésteres formados pela junção de ácidos graxos e glicerol (um tipo de álcool).

Em temperaturas ambientais ao redor de 20ºC, os glicerídeos mostram-se sólidos ou líquidos, sendo conhecidos, respectivamente, como gorduras e óleos. Nas aves e mamíferos, as gorduras acumulam-se no tecido adiposo, sob a pele, formando um material de isolamento térmico que dificulta a perda de calor pelo corpo. Essa camada gordurosa é especialmente desenvolvida em animais de clima frio. Além da função de isolante, os glicerídeos têm um importante papel de reserva energética, tanto nos animais como nos vegetais.


OBS. Tansformando óleo em margarina – Um óleo pode ser convertido em gordura, passando do estado líquido para o estado sólido, se adicionarmos átomos de hidrogênio à sua molécula, quebrando suas duplas ligações. Esse processo, chamado de hidrogenação, é usado na produção de margarina a partir de óleos vegetais – só que a hidrogenação é parcial, de modo a deixar a margarina pastosa. Outras margarinas preservam as duplas ligações: neste caso, o estado sólido é obtido pela adição de protudos químicos.


CERÍDEOS

São ésteres formados por ácidos graxos e monoálcoois superiores de cadeia mais longa que o glicerol. Compreendem as ceras que ocorrem na superfície de folhas (como a carnaúba) e de frutos (como a manga), impermeabilizando-os de maneira a evitar uma desidratação excessiva, são encontrados também na secreção de certos insetos (a cera das abelhas, por exemplo).


ESTERÓIDES

São ésteres formados pela união de ÁCIDOS GRAXOS com ÁLCOOIS POLICÍCLICOS, de cadeia fechada, denominados ESTERÓIS. Nos esteróides animais, um dos esteróis mais comuns é o COLESTEROL. Essa substãncia participa da composição química da membrana da células animais, além de atuar como precursora de hormônios, como a TESTOSTERONA (hormônio sexual masculino) e a PROGESTERONA (hormônio sexual feminino).


SOBRE O COLESTEROL:

Os especialiastas indicam, para o colesterol, um valor normal entre 140 e 270 mg/100 ml de sangue. Acima dessa faixa, o médico receitará uma dieta adequada e medicamentos próprios para colocar o nível desta substância na faixa normal. Quando atinge altos níveis no sangue, o colesterol contribui pra a formação de placas de ateroma, acúmulos lipídicos que vão se depositando nas paredes das artérias, provocando-lhes um estreitamento. Além disso, a calcificação do ateroma contribui para a perda de elasticidade da artéria. Todo esse processo, que configura a doença conhecida como ARTERIOSCLEROSE (nesse caso, também chamada aterosclerose), reduz o fluxo sanguíneo nas artérias, podendo comprometer a atividade dos órgãos pro elas irrigados. No coração, por exemplo, a insuficiência do fluxo sanguíneo pode matar parte do músculo cardíaco (miocárdio), caracterizando o infarto.

Suspeita-se que arteriosclerose ocorra em consequência  de uma certa predisposição hereditária, além de outros fatores, como o fumo, o estresse, a vida sedentária e, evidentemente, uma dieta rica em produtos animais que contenham índices relativametne altos de colesterol.


Na verdade, o colesterol é um dos mais importantes esteróis dos esteróides animais. Além de participar da composição química das células e de ser o precursos de hormônios diversos, como os sexuais, permite também a formação da vitamina D3 e dos  sais biliares, que atuam, respectivamente, na absorção de cálcio e de ácidos graxos no intestino. No entanto, o colesterol precisa ser mantido em nível normal, para que o organismo não seja prejudicado.